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Que homem é esse,
que tem por mim, um cuidado, um amor que eu diria incondicional...?
Que homem é esse, que apesar de mãos grandes
e pesadas,
Segura-me com tão doce segurança?
Que homem é esse, que ás vezes passa horas
ao meu lado, quando
Estou doente, e zela por minha recuperação?
Já me disseram que sou
Prisioneiro dentro de uma bela gaiola.
Que deveria estar livre, voando...
Então por alguns minutos pensei...
Qual é o meu destino?
Devo seguir a minha espécie e voar?
Será que estou indo contra a natureza?
Então por alguns minutos meditei...
Quantas vezes esse homem cansado, após um dia difícil
de trabalho,
Cedeu a mim algumas horas de descanso.
E algumas vezes, ao cuidar dos meus amigos esqueceu-se da
minha gaiola
aberta... e eu tive a oportunidade de experimentar essa tal
liberdade...
Mas, ao voar, olhei para aquele homem e, vi-o, ali... de
pé,
Olhando-me com os olhos tristes e lacrimejando.
Que homem é esse que chora por mim?
Que homem é esse que é capaz de amar, mesmo
eu não sendo da
Sua espécie?
Que homem é esse que esquece de se alimentar, mas
nunca se
Esquece de alimentar-me, mas nunca se esquece dos meus remédios.
Que liberdade é essa?
Mas sinto-me prisioneiro deste homem.
Mas sinto-me contrariando meu destino. Recebo e sinto que
ele me
Ama e jamais irá maltratar-me,
Sei que gosta de mim.
Sim eu realmente tive a oportunidade de voar,
Mas... esse homem, faz-me sentir livre...
E por tal motivo voltei...
E canto.... canto... Porque sou feliz
Porque sei que sou amado e não prisioneiro.
Revista Técnica Anual
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